Vi este quadrinho do Piteco no antigo QMaT, mas após a mudança para a casa nova (que aconteceu em março, ou seja, to enrolando para escrever sobre ele) não consegui achar o post onde o Fred o comentava, e é por este motivo que o link redireciona para o blog e não para o post.
Explicações a parte, vamos em frente.
O quadrinho em questão faz referência ao Mito, ou Alegoria da Caverna, que é uma parábola escrita por Platão, por volta de 380-370 a.C. e encontrada na obra intitulada A República.
Antes de me prolongar na explicação do mito, sugiro que leiam a excelente historinha de Maurício de Sousa.

Continuemos.
É claro que à sua época Platão vivia em uma sociedade com muito menos informação do que a que temos hoje em dia, mas não por isso podemos dizer que hoje somos mais esclarecidos, como se pode ver no final brilhante proposto no quadrinho.
Segundo a metáfora de Platão, o processo para a obtenção da consciência abrange dois domínios: o domínio das coisas sensíveis (eikasia e pístis) e o domínio das idéias (diánoia e nóesis). Para o filósofo, a realidade está no mundo das idéias e a maioria da humanidade vive na condição da ignorância, no mundo ilusório das coisas sensíveis, no grau da apreensão de imagens (eikasia), as quais são mutáveis, corruptiveis, não são funcionais e, por isso, não são objetos de conhecimento.
Preso a falsas crenças, o homem, em sentido geral e em sua maioria, não busca a verdade e, ao não fazê-lo, é iludido por si mesmo em relação ao mundo.
Depois dessa viajada que, se bobear, nem eu entendi direito, vamos ao fim da historinha.
Quantas e quantas vezes você já presenciou alguém sorrindo como um babaca na frente da TV, compartilhando a felicidade ou o drama de um personagem novelístico e, ao mesmo tempo, destratando alguém que o acompanha? Se não foi você mesmo quem o fez. A verdade é que às vezes o tempo que reservamos para "pensar" ou "debater" sobre a vida desses personagens ou dos queridos BBB é infinitamente maior do que o que gastamos para refletir sobre a nossa própria vida. Não que eu seja um babaca que não assiste televisão ou não vê filmes - muito pelo contrário, sou fascinado por cinema - mas devemos perceber que temos nos tornado reféns absolutos das imagens. A sociedade não evolui se estamos todos sentados à frente da televisão.
Um pouquinho de reflexão e leitura não faz mal a ninguém.









Otimo!!! maravilhoso post!! Felix
"É claro que à sua época Platão vivia em uma sociedade com muito menos conhecimento do que o que temos hoje em dia, "
- me parece sinal de que você não sabe do que está falando, ou utilizou uma definição muito tosca de conhecimento.
concordo com o resto do que escreveu, e o quadrinho é bom mesmo. "o fantástico show da vida", piadinha com o Fantástico?
que pena que o mauricio de souza do qual sou um fã incondicional não tenha publicado mais estórias adultas ou com temática voltada ao público adulto neste sentido político e filosófico....sua visão vai muito mais além do que meras estórinhas infantis...quem ganha com isso o governo pois o mauricio é extremamente politilizado social e economicamente falando.
quem perde...nós seu público adulto mas pouco politilizado social e econimicamente
@gabriel almeida
Talvez eu realmente não tenha usado a palavra correta, mas escrevi pensando em conhecimento científico. Talvez um mundo com mais informação no campo científico seja o que eu queria dizer.
@william haddad
É realmente uma pena. Ganharíamos demais com esse tipo de reflexão.
Existem algumas verdades que são intemporais como o Mauricio de Souza tão bem ilustra na sua sátira.
Não deixa de ser engraçado, que apesar de tantos avanços tecnológicos, o ser humano no fundo não mudou tanto assim.
Um abraço.